Bolívia anuncia que não irá reprovar estudantes em 2020 devido à pandemia

Orientação vale para níveis pré-escolares, fundamental e médio.

19 de maio: Pessoas na cidade de Puno, no Peru, próxima à fronteira com a Bolívia, aguardam na fila para informações sobre como retirar US$ 1,8 mil (cerca de R$ 6 mil) dos fundos de aposentadoria para enfrentar a crise causada pela pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Carlos Mamani/AFP Os estudantes da Bolívia não serão reprovados este ano, devido à situação crítica provocada pela pandemia do novo coronavírus, anunciou neste domingo (12) o ministro da Educação, Víctor Hugo Cárdenas.

As informações são da agência France Presse. "Este ano não haverá reprovação alguma de nenhum estudante nos níveis pré-escolares, fundamental e médio", disse o ministro em coletiva de imprensa. Ele justificou a decisão pela situação causada pela pandemia da Covid-19.

Neste contexto, "não é admissível falar de reprovação dos estudantes", destacou. Volta às aulas após quarentena: veja 10 medidas adotadas em 8 países para a retomada do ensino Coronavírus na educação: na França, professora leciona com máscara. Sebastien Bozon/AFP Suspensão das aulas presenciais Professores e pais de alunos questionam a suspensão das aulas presenciais e a passagem para a educação à distância devido ao alto número casas sem conexão à internet ou de seu custo em um momento em que a renda das famílias minguou devido à diminuição da atividade econômica. Professores rurais iniciaram na sexta-feira em Lahuanchaca (a 125 Km de La Paz) uma marcha até a sede do governo para exigir um recuo e a renúncia do ministro da Educação. "As exposições dos dirigentes saem do campo educacional e entram perigosamente no território da política, no questionamento ao governo e na desestabilização da convivência democrática", afirmou Cárdenas.

Dirigentes da Central Operária Boliviana, principal organização sindical do país, vinculada ao ex-presidente Evo Morales, convocaram para a terça-feira (14) um protesto para defender o caráter público da saúde e da educação. Cárdenas lamentou que os professores não tenham respondido ao seu convite de dialogar com a mediação da Igreja Católica e que insistam no "retorno imediato às aulas presenciais", quando a curva da pandemia está em ascensão. A Covid-19 deixou até agora na Bolívia 1.754 mortos e mais de 47.000 contágios. O ministro advertiu para a possibilidade de um encerramento antecipado do ano escolar caso persistam as pressões sindicais. "Se a teimosia e a polarização da dirigência do magistério continuarem, o cenário do encerramento do ano escolar é uma alternativa", disse. Aulas remotas no Brasil Estudantes de Prado, na Bahia, voltaram às aulas com máscaras e marcações no chão para estimular o distanciamento.

Aumento no número de casos na região fez com que prefeitura decretasse fechamento. Divulgação No Brasil, as aulas presenciais seguem suspensas desde março.

Estados e municípios analisam a segurança da volta às aulas presenciais.

Após pouco mais 100 dias de suspensão das aulas presenciais pelo país para conter a pandemia do coronavírus, um levantamento do G1 junto às secretarias estaduais de educação aponta que 15 dos 25 estados que implantaram atividades à distância monitoram a adesão dos estudantes ao ensino remoto – e os índices mostram que as aulas on-line não são acompanhadas por todos os alunos. Isso significa que, apesar dos esforços das redes, parte dos estudantes pode não ter acesso à educação na pandemia.

As razões são várias – e incluem falta de estrutura em casa, de computadores ou de conexão.

A alternativa para os alunos é recorrer às atividades impressas ou à transmissão por outras mídias, como TV aberta ou via rádio.

Nesses casos, também é difícil mensurar quantos estudantes estão efetivamente assistindo ao conteúdo. Enquanto isso, escolas particulares em ao menos 7 capitais estimam reabrir as salas aos alunos até agosto, segundo dados da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), até 25 de junho .

Em todo o estado de São Paulo, o retorno será em setembro, por decisão do governo estadual.

Alunos da rede pública vivem a sensação de que 2020 será um ano letivo perdido
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